Ibovespa. Foto: iStock
Ibovespa. Foto: iStock

O Ibovespa operou em torno do zero a zero durante a maior parte da sessão desta quarta-feira (2), à espera do anúncio das tarifas recíprocas prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e fechou leve ganho de 0,03%, aos 131.190,34 pontos.

O principal índice da B3 oscilou entre a mínima de 130.392,60 e máxima de 131.423,84 pontos, com abertura na sessão a 131.150,68 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 22,3 bilhões nesta quarta. Na semana, o Ibovespa recua 0,54% e, no mês, sobe 0,71% no agregado de apenas duas sessões. No ano, avança 9,07%.

Trump chamou o anúncio de “Dia da Libertação” dos Estados Unidos, por supostamente marcar “o renascimento da indústria americana”, Ele confirmou a imposição da tarifa de 25% para carros importados e autopeças, além de uma tarifa mínima geral, de 10%, que atingirá o Brasil.

“O mercado operou lateralizado, praticamente zerado no dia. Cenário internacional definiu a cautela, em cima da expectativa para as tarifas do Trump”, resume Rubens Cittadin, operador de renda variável da Manchester Investimentos. “Essas tarifas podem trazer impacto tanto em relação à inflação quanto causar uma possível recessão, que é a maior preocupação do mercado global”, aponta Leonardo Santana, sócio da Top Gain.

Apesar da cautela que prevaleceu na sessão, alguns nomes do setor bancário conseguiram se descolar, em alta, com destaque para Santander (SANB11m +1,69%) e Bradesco (BBDC4, +0,24%). Vale (VALED3) fechou em baixa de -0,45%, após ter lutado pela estabilidade em direção ao fechamento. Os dois papéis de Petrobras também cederam terreno: PETR3 em baixa de 0,51% e PETR4, de 0,27%.

Ibovespa: confira os destaques do dia

Bolsas de NY fecham em alta, puxadas por tecnologia e consumo

As bolsas de Nova York encerraram o pregão em alta, impulsionadas pelos setores de tecnologia e consumo discricionário, momentos antes do anúncio do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Investidores tentavam conciliar expectativas sobre os possíveis efeitos deletérios da nova rodada de tarifas e os sinais de força da economia norte-americana, vistos em indicadores divulgados pela manhã.

O Dow Jones avançou 0,56%, fechando a 42.225,32 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,67%, para 5.670,97 pontos. Já o Nasdaq avançou 0,87%, para 17.601,05 pontos, conforme dados preliminares.

As bolsas de Nova York abriram em forte baixa e reduziram as perdas pela manhã, com os dados melhores que o esperado sobre a criação de empregos e encomendas à indústria americana. No início da tarde, os índices de ações ganharam impulso e viraram para o positivo com os setores financeiro e de serviços básicos puxando os negócios.

As ações da Tesla também inverteram a tendência de queda e fecharam em alta de 5,3% após o site Politico afirmar que Elon Musk, CEO da fabricante de veículos elétricos, planeja deixar o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) nas próximas semanas. Pela manhã, a Tesla recuava de forma acentuada com a divulgação de um relatório trimestral de entregas bem abaixo do esperado. A empresa entregou 336.681 veículos no primeiro trimestre, uma queda de 13% em relação ao ano anterior.

Com Estadão Conteúdo

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